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foradeprazo

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30
Jul18

A praga do "Achismo"


manuelpessanha

O Casillas “acha” que a ida à Lua nunca aconteceu. Isto prova que se pode ser um excelente guarda redes, conseguir casar com uma jornalista (em teoria uma pessoa com inteligência e cultura pelo menos mediana) e ser um idiota. O “achismo” é um subproduto do Facebook e similares. As pessoas nem sabem nem aprendem: acham. Não estudaram, não aprenderam: têm opinião! Acham! E depois defendem que todos têm direito a ter a sua opinião – mesmo que ela não tenha sustentação na realidade dos factos e seja uma imbecilidade.

As redes sociais vieram demonstrar claramente o que já muitos de nós suspeitavam: não só que a enorme maioria dos viventes é de uma ignorância enciclopédica, mas que defende com arrogância o seu direito à ignorância.

Isto é grave? Em princípio não. Não é por um idiota como o Casillas (e mais uns largos milhares) não acreditar na ida à Lua que essa ida deixa de ser um facto, histórico, comprovado e definitivo. O problema põe-se quando se pede a essa gente que vote. Porque essa massa de iluminados que inunda o FB e o TW com os disparates das coisas que acham, fruto da sua ignorância e da arrogância do seu achismo, são os mesmo que votam para escolher a forma como todos nós, quer os que acham quer os que estudam, devemos ser governados.

Isto é que é grave!

 

12
Jul18

Tá tudo doido ou a culpa é da TV?


manuelpessanha

Ando cansado, gasto, desanimado. O que vejo à minha volta não me inspira – nem para o bem, nem para o mal.

Um par de maricas, sexagenários, classe provinciana baixa, quer aumentar o gozo – e um deles morre asfixiado com um saco de plástico enfiado nos cornos, na prática assassinado, só porque queria gozar mais. O outro pira-se, é apanhado pelo polícia, e a única desculpa é que era tudo um jogo sexual… Porra, isto é normal ou é TV a mais para gente de QI baixinho?

Um filho, inútil aos trinta e tal anos, nunca trabalhou, nunca faz nada na puta da vida, mata a mãe à facada porque queria dinheiro para a droga e a mãe estava tesa naquele dia. Porra, isto é normal ou é TV a mais para gente de QI baixinho?

E dizem que a censura não faz falta? Não faz falta o caraças! Um gajo abre a merda da TV e só vê são crimes, tiros, assassinatos, raptos, chantagem, violações e putedo – mas então, não há mais estórias para contar, ou os gajos que inventam e filmam essas estórias têm a mente tão danificada que não dá para mais? E, ainda por cima, quando a gente esgaravata a ver quem são essas luminárias, é tudo intelectual de esquerda! Porra, tenho saudades da GiGi e da My Fair Lady…. Era tudo a cantar e não morria ninguém!

A TV só serve para ensinar a roubar e a matar? E para exaltar a vida de maricas e fufas? Não há uma estória simples, de gente simples, que ganha a vida com trabalho e esforço e tem famílias normais, com pai, mãe e filhos, todos não drogados e gente honesta? Pelos vistos, não! O que interessa a quem nos manipula via TV é o crime e a paneleiragem.

Mas atenção: isto é assim por cá! E pelo resto do Ocidente do politicamente correcto e do marxismo gramsciano. Ponham-se a pau, que os bárbaros do Leste, do nacionalismo com o hino cantado no princípio das aulas, está aí à porta. E os bárbaros do Allah, com os gays atirados à rua do sexto andar e as gajas tapadinhas dos olhos aos pés, também não andam longe…

Eu já cá não vou estar, mas não digam que eu não avisei…

18
Jun18

Bolinha vermelha


manuelpessanha

Parece que a Dona Catarina quer um círculo vermelho no ecran do televisor quando estiverem a ser transmitidas touradas. Por causa da violência, do primitivismo da coisa, do atraso inerente, da má influência sobre jovens e mais espíritos frágeis e outras razões, todas elas de muito peso e certamente, segundo a senhora, altamente justificáveis.

Pergunto eu: não será possível, pelas mesmas razões, pôr um círculo vermelho, mas não escondido lá ao cantinho, não, enorme, imenso, a apanhar todo o ecran, a assustar o desprevenido espectador, a preveni-lo do estrago, cada vez que ela apareça?

Convinha.

09
Jun18

Da Democracia, Atenas seu berço e outros desabafos


manuelpessanha

Eu gosto da democracia. À antiga. À muito antiga, 2500 anos atrás, na Atenas de Péricles. Todos os democratas de agora dizem que a nossa democracia é uma herança da Grécia Antiga, da Atenas que inventou e criou a democracia. Não devem saber muito de História (com H grande e se calhar nem sequer de estória sem H nem nada). Pois eu, realmente, também aprecio a democracia ateniense dos séculos V e VI AC.

 Atenas tinha 300.000 habitantes: só 30.000 podiam votar e ter intervenção na coisa pública. Quem? Os atenienses de nascença, filhos de atenienses de nascença. Parece-me bem. E só depois de 2 anos de serviço militar que começava aos 18 e acabava aos 20. Parece-me ainda melhor. E de terem sido instruídos desde a infância pelos pedagogos (é mesmo, pedagogos a cores e em grego) nas virtudes cívicas. Eles. As manas eram dedicadas e educadas para serem esposas e mães. Nem pensar em irem para o Ágora botar opinião. Parece-me óptimo.

E os outros 270.000, números redondos? Ou eram metecos, ou seja, estrangeiros e, portanto, sem terem direito a meterem-se na vida alheia mesmo que fosse a vida da cidade onde habitavam (e apesar de pagarem um imposto suplementar); ou eram escravos e portanto, por definição, não pessoas.

Quando a democracia de Atenas chegar a Lisboa eu volto a ser democrata.

P.S. Este post é político – uma coisa que eu quero rara. Mas quando olho para os palhaços da nossa democracia, desde os deputados ladrões dos subsídios das viagens que não fazem até ao presidente das selfies e do jejum do ramadão, de vez em quando dá-me o amoc e tenho de desabafar.

05
Jun18

Comissão de Género e merdas assim...


manuelpessanha

Mas o que é que é preciso para essas gajas frustradas da Comissão de Género ou lá que merda é essa, mais os maricóides que lhes fazem companhia, perceberem que gajo é gajo e gaja é gaja? Acham mesmo que vão pôr os putos todos a brincar com bonecas e as putinhas todas a brincar às guerras? Porra, tirem daí a ideia. Isso só pode funcionar lá na casa delas e dos seus amigos paneleiros intelectualóides e só à força de manipularem as pobres das crianças. Mas se se afastarem cem metros, até à Amadora, Carcavelos ou mais cem, até Almeirim e ao Fundão, para não falar de Mirandela e terras assim, essa merda dessa teoria acaba logo ali: as miúdas querem Barbies e os putos uma réplica da AK-47.

Vá lá: podem chamar-me machista e mais essas merdas todas!  Não ligo peva a opiniões de gajas e gajos que até para mijarem escondem a diferença. Toda a vida gostei de mulheres exactamente por isso: por serem mulheres, mesmo se gostassem de outras mulheres. E toda a vida respeitei os homens – desde que tivessem tomates, mesmo que fossem maricas formais.

Agora uns seres indefinidos que não sabem bem o que são e a quem as leituras a mais transtornaram a pouca inteligência, sabem que mais: vão-se foder (se é que têm alguma ideia do que isso é…).

P.S. Tudo isto vem a propósito da fita anti tabagismo e da gritaria destas gajas (inclui os desviados que lá andam) da tal Comissão.

29
Mai18

A solução perfeita para a S. Social...


manuelpessanha

Em tempos que já lá vão, quando eu era ainda um jovem quadro dinâmico e ambicioso, fui um dia presenteado, por um dos grandes empresários deste local a que chamam Portugal, durante um almoço de trabalho em que o assunto acabou por discorrer para os males da Pátria, com a solução racional para os problemas (já nesse tempo) da Segurança Social e das reformas. Claro que o tema foi tratado já à sobremesa, quando os assuntos sérios estavam arrumados a contento de todos e já era permitido brincar com coisas sérias.

Dizia então o senhor (e era um Senhor) que em termos económicos o problema da Segurança Social e das reformas se resolveria com facilidade reformando toda a gente aos 20 anos. Com escola ou sem escola, tudo para a reforma aos 20 anos. Reforma igual para todos e todas, o que facilitaria as contas do Ministério, e com a duração de 20 anos exactos – ou seja até aos 40. Orçamentos fáceis, poucas variáveis, custos previsíveis. Durante esses 20 anos a população teria tempo para casar, divorciar, acasalar, viajar, fazer o que muito bem lhe apetecesse. As gravidezes não necessitariam de licenças parentais, as noites mal dormidas por causa dos bebés não prejudicariam o rendimento profissional, os pais não teriam a angústia de ter de sair mais cedo para ir buscar os filhos à escola, as crises sentimentais não causariam perdas de horas de trabalho.

Depois, aos 40, com a vida resolvida, os filhos criados, a cabeça assente no seu lugar, começava tudo a trabalhar, conforme as suas capacidades e a maturidade adquirida. E trabalhariam todos até que Deus, na Sua infinita bondade, os levasse daqui para fora.

Porque é que eu me lembrei agora desta conversa, tantos anos depois? Porque a lei da eutanásia vem completar harmoniosamente este esquema: não seria preciso esperar que Deus nos abatesse ao efectivo para deixar de trabalhar! Quando o indivíduo tivesse deficiências que prejudicassem o seu rendimento – entre elas uma idade demasiado avançada para poder render a 100% - pronto: uma eutanásia caridosa e eis uma sociedade perfeita, sem velhos inúteis!

Espero não estar a dar ideias aos legisladores…

24
Mai18

Ou Ser ou Ter, eis a questão...


manuelpessanha

Ser e não ter, eis a verdadeira questão!

Se bem que me esteja borrifando de alto para a política em geral (continuo a achar que os políticos, sejam dextros ou canhotos, o que querem é ter um modo de vida que lhes permita fazer leis que legalizem as suas actividades criminosas) e para a espanhola em particular (cada País merece os ladrões que elege) fartei-me de gozar com a perturbação vivida pelo Podemos e seus mentores quando o Pontífice máximo da seita e a sua sacerdotisa decidiram mandar os princípios ideológicos “a la mierda” e trocar o seu tugúrio revolucionário por uma mansão de 620.000 euros, com direito a piscina, jardim e anexo para hóspedes.

Por mim, acho bem. Só confirma o que eu há muito penso e apregoo: a natureza humana não muda desde Atenas e o conflito entre o Ser e o Ter normalmente resolve-se a favor do Ter.

O Ter é sólido, concreto e visível. O Ser é muito bonito desde que já se tenha: aí, resguardado pelo dinheiro e pela posição social que o berço deu, até o Duque de Loulé, depois de casar com uma Infanta Real, pode ser setembrista (extrema esquerda do século XIX) e revolucionário. Agora, quando a massa é curta e o berço pobre, dá muito jeito o Ser: ser integro, cheio de ideais, defensor dos oprimidos e toda a outra parafernália da esquerda. Depois, por uma ou outra via, chega algum dinheiro. Os anos passam, chegam os 40 (antes desta idade as opiniões deviam ser cuidadosamente escrutinadas, porque a razão ainda não tem alicerces) e a ambição do Ter começa a aparecer, a crescer, a pesar as incomodidades do Ser. E um belo dia o senhor que criou o Podemos, revolucionário, esquerdista, defensor dos deserdados e da utopia – descobre que afinal a ambição da sua vida é ter uma casinha de 620.000 euros.

Eu, cá por mim, parece-me que ele acaba de entrar na idade adulta…

18
Mai18

Deus, Pátria? Não, afinal é outra coisa...


manuelpessanha

Afinal ando para aqui completamente enganado! Eu a pensar que já não havia ninguém disposto a lutar, matar e morrer por coisa nenhuma – e afinal, afinal, há!

Por Deus? Que ideia! Deus não existe (na melhor das hipóteses) ou, se existe, está tão velho que não vale a pena dar-lhe atenção, muito menos arriscar por Ele a vida ou umas cacetadas na cabeça.

Pela Pátria? Que ideia! Isso ou é nacionalismo ou é fascismo ou, pior ainda, é sinal de estupidez incurável.

Então, qual é essa coisa que nos empolga, que nos arrasta, pela qual estamos prontos para insultar, desafiar e se for preciso lutar, morrer, matar, para que o nosso ídolo vença, domine, impere e seja o maior de todos? Ainda não chegaram lá? Vá lá, pensem, busquem, esforcem-se. A resposta está dentro de cada um de vós! Todos vocês (todos, não todas…vá lá, quase todos…vá lá, algumas todas...) sentis essa força que arrasta, que vos empurra, que vos transforma, que vos faz vestir a farda, insultar, ameaçar e partir para a guerra.

Não?  Ainda não? É fácil: depende do sítio, mas por aqui chama-se SLB, SCP, FCP ou, em menor escala, uma sigla parecida!

Ainda bem que ainda há qualquer coisa que faz vibrar a vossa alma. É pena é que seja isto…

11
Mai18

Deuses e Pátrias


manuelpessanha

Houve um tempo em que se acreditava em Deus e se estava pronto para morrer pela sua Fé.

Houve um tempo em que se amava a Pátria e se estava pronto a morrer pela Pátria.

Hoje não se acredita em nada e ninguém acha que tenha de morrer para defender seja o que for, a não ser a si mesmo.

Isto é verdade no Ocidente – e sobretudo na Europa Velha, gasta por duas guerras e por uma ideologia ateia e internacionalista. Mas não em todo o mundo.

Os europeus deixaram de acreditar em Deuses e em Bandeiras. Os romanos também – e o Império, que parecia indestrutível e eterno, caiu quando os Godos perceberam que ninguém em Roma estava preparado para lutar por ela.

Se os europeus olhassem com mais atenção à sua volta veriam à sua porta povos que ainda acreditam em Deuses e em Pátrias, e que estão preparados para morrer por elas. Os Godos do século XXI andam por aí…

10
Mai18

Mentira e política...


manuelpessanha

Na casa dos meus pais era proibido mentir. Ponto final. Apanhado a fazer disparates dava direito a um castigo leve. Apanhado a mentir dava direito a castigo pesado, o que incluía muitas vezes um par de estalos. Tinha-se de enfrentar a verdade e as consequências: chamava-se responsabilidade.

Quando fui pai mantive os usos e costumes: disparate é desculpável, é um sinal de infância. Corrige-se, reprende-se, serve de aviso e segue-se em frente. Mentira não tem perdão: castigo pesado, com privação longa de smarties e de televisão. E ainda, embora menos que na geração anterior, alguma palmada. Os meus filhos cresceram nessa tradição de verdade e responsabilidade.

Consequência de tudo isto: não há políticos na família! Nem sequer ao nível da Junta de Freguesia que é para não apanhar maus hábitos.

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